|
DA CIDADE
na pior das hipóteses ainda há uma chuva que, de vez em quando, cai sobre esse declínio civilizado. sobre essas palavras que saem ocas. sobre essas máquinas.
mas a chuva ainda não é nada. a chuva atrasa, sempre.
o distúrbio dos espaços em nosso campo de visão minimizado. um exagerado estrangulamento de tempo. essa é a língua. pior: essa é a linguagem.
(ainda hoje, no estacionamento da faculdade, as árvores floridas seqüestraram, por um momento menos que mínimo, minha atenção. e nada ficou. nem uma cor. nem uma brisa.)
Tomado de Poesia.net (director Carlos Machado)
|